“Love is a dog from hell” Charles Bukowski

“Porque o que disse era verdade, eu continuava doido por ela. Foi só vê-la para reconhecer que, mesmo sabendo que qualquer relação com a menina má estava condenada ao fracasso, a única coisa que eu realmente desejava na vida, com a mesma paixão que outros dedicam a perseguir a fortuna, a glória, o sucesso ou o poder, era ela, com todas as suas mentiras,suas confusões, seu egoísmo e seus desaparecimentos” Mario Vargas Llosa – Travessuras da menina má.

Chamou de putinha, disse que ela estava olhando pra mão dele pra ver se ele usava aliança. Um ridículo. Disse que ele olhava pra ela e que ela olhava de volta I-N-C-E-S-S-A-N-T-E-M-E-N-T-E e isso no primeiro dia de aula. Disse que ela cruzava as pernas e esticava o ombro pra frente e fazia graça, mordia a caneta, balançava o cabelo.
Na minha frente. Uma putinha.E ela nega, nega, diz que eu sou louco,aliás,hoje em dia ela não fala mais nada,não se dá mais o trabalho de explicar qualquer coisa, eu xingo,ela rí e se cala,como se assumisse todas as categorias que eu a coloco todos os dias.Eu trato mal, ela gosta e agora me expõe como um cachorro adestrado que faz qualquer humilhação em troca de recompensa.Eu faço, e ela faz de mim o que quer.Ela aparece e desaparece a qualquer momento e quando reaparece aparece escorrendo amor pelos dedos, dorme na minha casa me expulsando da cama, me chutando pra fora. Às vezes fala dormindo e eu passo a noite em claro tentando ouvir se ela fala o nome de um idiota qualquer. Ela me trouxe insônia, gastrite, crise de ansiedade e vício em cigarro, trouxe também depois de uma viagem sabeseDeuspraonde (e com quem) um gato alegando que me ajudaria na solidão e quebraria o “silêncio ensurdecedor” no qual eu vivo a minha vida. Eu tenho alergia a gatos. Tive três crises alérgicas, comprei um nebulizador e hoje gosto desse otário que divide a casa comigo. Trouxe plantas e livros e músicas pro meu apartamento e quando eu menos percebi tinha dominado toda a minha vida por completo.
Eu odeio essa garota que me trata como um menino achando (sabendo) que por ela, eu tenho a devoção de um filhote e que agora balança o cabelo e joga seu ombro pra frente seduzindo um outro na minha frente.
Putinha.
Um dia ou eu acabo morrendo ou acabo internado com diagnóstico de excesso de amor.
Por ela.

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