O instante

 

E foi como se um raio lhe houvesse atingido. Apenas um. O relógio parou, o silêncio reinou. E tudo fez sentido, belo e plácido destino que lhe coroava coisas tão belas e tão sujas mas isso não importava nesse momento. Ele apenas soube. Muito bem. O caminho atingia um pico no qual ele enxergou toda sua existência, cristalina visão que trouxe a tona tantos sentimentos. Queria uma fila com todos seus amigos, uma coisa bem extensa que lhe permitiria cumprimentar os seus efusivamente. Aqueles que lhe moldaram sua forma. Ele apenas soube. Muito bem. Quis construir um monumento, grande e branco pelo qual se poderiam escrever palavras de agradecimento. Sentiu saudades de coisas vividas mas também de experiências que não aconteceram. Músicas tocavam em seus ouvidos, uma melodia perfeitamente orquestrada, um espetáculo elegantemente produzido, um cenário lindo. Não acreditava mais em suas neuroses e desgostos. Completou-se, algo divino. Naquele instante, ele chorou.

DF

 

 

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