Cheshire Cat.

Eu pensei que você tivesse fodido tudo.
Fodido tudo de novo.
Mas aí eu percebi que fui eu.
Que durante todo esse tempo fui eu que fui infiel, egocêntrica, má, aproveitadora de palavras e do seu me tratar assim pelas beiradas. Era na falta que eu conseguia criar. E eu te amei, por cada palavra.
E aí, quando eu passei a te odiar, por mais uma vez você ter me deixado na mão, eu percebi a raiva que eu tava, que raiva eu tava.
Por não sentir mais nada.
Agora só fica um buraco. Nada pra preencher. E preguiça de um novo amor.
Muita preguiça.
E aí eu te odeio
Por não sair mais nada
Por não conseguir te dar mais nada.
Nada além desse sorriso.
Amarelo.

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