Le Château de la Mélancolie

E do alto da mais bela torre do castelo da melancolia, os gritos ecoam.

Impotentemente calmo, o fiel escudeiro se dirige à porta da torre, apenas para descobrir que não há nada a ser feito, a não ser lamentar sua própria incompreensão sobre acontecimentos pretéritos que perpassam o presente e se estendem no futuro.

Seria o tempo realmente relativo, como predisse o oráculo? Pensou.

Gostaria que a relatividade se manifestasse nesse exato momento, para transportá-lo a épocas outras, nas quais o ar era mais leve e o fardo doce. Face a mais uma pergunta que não poderia responder, o fiel escudeiro cumpre com suas obrigações e retorna ao seu aposento, localizado no nível mais inferior. Já deitado, dirige uma prece a outra esfera, pedindo um sonho bonito que fosse para que pudesse sustentar o sorriso no dia seguinte.

DF

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2 comentários em “Le Château de la Mélancolie

  1. me parece que estamos sempre buscando esse tempo pretérito onde o fardo era doce. como um olhar para o “Jardim” como ele era antes de ser corrompido.
    Lindamente melancólico, o texto.

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